Em operações de exportação, o problema nem sempre aparece de forma evidente logo no início. Muitas vezes, ele começa em pequenos sinais que parecem normais dentro da rotina da empresa, mas que já indicam um desalinhamento entre a operação e a estrutura financeira.
O primeiro sinal é quando o cronograma da exportação começa a escorregar. Um atraso na produção, uma postergação no embarque ou um ajuste na documentação podem parecer pontuais, mas, quando existe um ACC ou PPE em aberto, qualquer mudança de prazo merece atenção. Isso porque o tempo da exportação e o tempo da operação financeira precisam caminhar juntos.
O segundo sinal é quando a empresa começa a fazer ajustes improvisados. Se, para manter a operação em pé, a tesouraria já precisa remanejar caixa, buscar alternativas emergenciais ou renegociar correndo, isso mostra que a estrutura talvez não esteja mais acompanhando a realidade da operação.
O terceiro sinal é mais sutil: o desconforto interno. Muitas vezes o banco ainda não pressionou, mas a área financeira já percebe que o cronograma está apertado, que a operação perdeu folga e que qualquer novo desvio pode gerar um problema maior. Esse costuma ser o melhor momento para analisar alternativas, porque ainda existe espaço para decidir com calma.
Em operações ligadas à exportação, agir antes do vencimento não é excesso de cautela. É gestão. Quanto antes a empresa identifica os sinais de desalinhamento, maiores são as chances de encontrar uma solução mais eficiente e menos onerosa.